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Um analista de DP recebe por volta de R$ 6.500. Quanto ele custa à empresa?

Salário, encargos, vale-alimentação e o tempo de reposição: a conta completa de manter um analista de departamento pessoal dentro da empresa.

Leonardo Rodrigues4 min de leitura
  • custo de empregado
  • encargos
  • terceirização do DP

Pergunte a um dono de empresa quanto custa o analista de departamento pessoal e a resposta vem rápida: o salário. Para um profissional competente, por volta de R$ 6.500.

A resposta está certa, e está incompleta. O salário é o número do contracheque. O custo é outro, e quase ninguém para para somá-lo antes de contratar.

Do salário ao custo: os encargos

Sobre o salário incidem os encargos: o que a empresa paga ao governo e provisiona por ter um empregado registrado. Quanto eles somam depende, antes de tudo, do regime tributário da empresa.

Na prática do departamento pessoal, a referência é esta:

  • Empresa no Simples Nacional: somar cerca de 35% ao salário.
  • Empresa no Lucro Presumido ou no Lucro Real: somar cerca de 70% ao salário.

A diferença está quase toda na contribuição patronal ao INSS. Na maioria dos anexos do Simples, ela já vem dentro da guia única, o DAS. Fora do Simples, ela é calculada à parte, sobre a folha. O Anexo IV do Simples é a exceção e segue a regra de fora.

Os dois percentuais são referência, não regra. O custo real varia conforme o nicho da empresa, o RAT da atividade, a convenção coletiva da categoria e os benefícios concedidos. Servem para dar a ordem de grandeza, e ela já muda a conversa.

A conta de um mês

Os percentuais valem só sobre o salário. Benefícios entram por fora. Com o vale-alimentação na faixa de R$ 30 por dia, e uma média de 22 dias úteis no mês, são mais R$ 660.

Simples Nacional Lucro Presumido ou Real
Salário R$ 6.500 R$ 6.500
Encargos cerca de R$ 2.275 cerca de R$ 4.550
Vale-alimentação R$ 660 R$ 660
Custo mensal cerca de R$ 9.435 cerca de R$ 11.710

Em um ano, são cerca de R$ 113 mil no Simples e cerca de R$ 140 mil fora dele.

E essa conta ainda supõe o melhor cenário: o analista contratado, presente e sem intenção de sair.

O custo que não aparece na folha

A reposição. Quando o analista sai, repor leva cerca de três meses. Nesse tempo, a folha continua a fechar todo mês, o eSocial continua a cobrar os envios, e admissões e rescisões continuam a acontecer. Alguém faz esse trabalho, e em geral é quem já tinha outro para fazer.

O preço de quem é bom. O profissional que resolve raramente está procurando emprego. Contratar um bom analista costuma significar tirá-lo de um concorrente, e isso se faz pagando mais do que ele ganha lá. Os R$ 6.500 da tabela são o ponto de partida da negociação, não o ponto de chegada.

A dependência de uma pessoa. Com um analista só, o departamento pessoal inteiro cabe na cabeça dele. As férias dele, uma licença ou um pedido de demissão deixam a empresa sem quem saiba onde está cada coisa.

Se você está numa contabilidade

A mesma conta aparece do outro lado da mesa. Quando um cliente pergunta se vale contratar um analista de departamento pessoal, o salário é o primeiro número que ele tem em mente e o menos útil para decidir. Os totais acima, com a ressalva de que variam, são os que valem pôr na conversa.

O que fazer com esse número

O salário de R$ 6.500 vira um custo entre cerca de R$ 9.400 e R$ 11.700 por mês, antes de contar a reposição e a dependência de uma pessoa. Com esse número na mão, a pergunta deixa de ser quanto a empresa paga ao analista. Passa a ser quanto custa manter o departamento pessoal funcionando, e essa pergunta tem mais de uma resposta: manter um analista, ou terceirizar o departamento pessoal.

A Oppo faz o departamento pessoal terceirizado de empresas e contabilidades de Goiânia, com cobrança por empregado. Para saber quanto seria no seu caso, informe a faixa de empregados no formulário. A resposta chega no seu WhatsApp, e o valor é apresentado numa conversa.